quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Critério de seleção versus objetivo-fim de um programa de melhoramento genético



À medida que se intensificam os sistemas de produção, e que se aumenta a demanda por eficiência, maior é a necessidade de se ter programas de melhoramento genético bem estruturados, com bom sistema de coleta de dados e com objetivos bem definidos; que sejam orientados para o mercado sem, contudo, desconsiderar as diferentes condições de ambiente geral existentes. Assim, como uma das principais premissas para alcançar sucesso, o programa de melhoramento genético de qualquer espécie animal deve estar fundamentado em objetivos e metas bem definidos, que estes sejam coerentes com a estrutura de mercado vigente e, certamente, condizente com as condições de ambiente geral.
Dessa forma, é importante definir-se claramente o que é objetivo-fim de um programa de melhoramento genético e o que se entende por critério de seleção. Denomina-se objetivo-fim, ou simplesmente objetivo em melhoramento genético, a combinação de atributos de importância econômica que se busca nos indivíduos, ou seja, aquilo que se deseja melhorar. Isso quer dizer que a mudança genética deve ser direcionada no sentido de atender ao mercado. Dessa forma, e somente assim, haverá retorno econômico no empreendimento. A sua definição é ditada pelo mercado, limitada pelo ambiente geral e norteada pela rentabilidade. Uma vez estabelecido o objetivo do programa de melhoramento, faz-se necessário definir o critério de seleção.
Entende-se por critério de seleção, a característica ou conjunto de características que serão medidas, e, a partir das quais, far-se-á a escolha dos indivíduos. Depreende-se daí que existe uma relação estreita entre objetivo-fim de um programa genético e critério de seleção, mas que estes não são, todavia, sinônimos. O critério de seleção pode ser uma combinação ponderada de características que resulte em um índice final de seleção. Essas ponderações devem ser constituídas por valores econômicos dados a cada uma das características que o compõe, ou seja, eles representam a contribuição de cada uma para o retorno econômico da seleção.



Fonte - EMBRAPA

sábado, 5 de setembro de 2009

Perspectivas da genética de gado de corte brasileira dentro do contexto mundial por Luiz Alberto Fries

Profundas transformações estão ocorrendo em melhoramento genético de gado de corte e numa velocidade difícil de ser acompanhada. É necessária uma compreensão dos fatos e componentes político-econômicos para que recentes progressos realizados na área não sejam perdidos. O domínio técnico existe e conhecimento está sendo gerado, mas o que o momento exige é perceber os fatos e agir. É necessário direcionar a seleção genética das nossas populações bovinas dentro do sistema produtivo instalado, capaz de garantir esta atividade sócio-econômica a longo prazo por já possuir o principal item de competitividade internacional: baixo custo de produção.

O melhoramento genético animal




Historicamente o melhoramento genético de animais foi baseado na seleção de indivíduos com fenótipo desejável como pais para a próxima geração. Comparando-se as populações mais antigas com as mais modernas constata-se facilmente que a seleção artificial obteve sucesso em alterar fenótipos apesar de não necessitar do conhecimento formal da genética.