
(Trechos retirados do trabalho : Limites Fisiológicos do Melhoramento Genético
de Aves: Teoria e Prática – realizado por :Elsio Antonio Pereira de Figueiredo)
de Aves: Teoria e Prática – realizado por :Elsio Antonio Pereira de Figueiredo)
> Teoricamente, de acordo com Falconer (1989), sem a criação de nova variação genética, por meio de mutação, não se deve esperar que a resposta à seleção continue indefinidamente. Cedo ou tarde, os genes ainda segregando na população-base serão fixados (ou entrarão em estado de equilíbrio, se existir sobredominância), pela seleção ou pela consangüinidade que acompanha a seleção. A resposta à seleção, portanto, vai se reduzindo a cada geração, até cessar. A população então alcança um patamar ou limite da seleção.
> Do ponto de vista genético, a resposta total, relativa à variação genética inicial, depende principalmente do número de lócus contribuindo para esta variação. Se, por exemplo, existir apenas um lócus aditivo com freqüências gênicas de 0,50, os genótipos mais extremos aparecerão, cada um, na população básica, com freqüências de 1/4; ou, se existirem dois tais lócus, com freqüências de 1/16. O limite para a seleção, que é representado pelos genótipos extremos, vai estar dentro da amplitude de variação encontrada na população-base. Logicamente, com grande número de lócus, os genótipos extremos serão cada vez mais raros na população-base, e os limites para a seleção cada vez mais distantes em unidades de desvio-padrão genético da média original.
Da genética quantitativa sabe-se, de antemão, que o número de genes e os seus efeitos são inversamente relacionados, pois para determinada quantidade de variação genética, se existirem poucos genes, cada um causa grande efeito, mas em contrapartida, se existirem muitos genes, cada um causa efeito reduzido. Uma vez que nem o número de genes nem a magnitude dos seus efeitos é completamente conhecida antes do início da seleção, então na verdade não é possível predizer o limite. É possível entretanto, predizer um máximo teórico para o limite.
> A seleção, pode aumentar a freqüência dos mutantes favoráveis, de maneira que eles não sejam perdidos, e, à medida que suas freqüências forem aumentadas,a variância que eles produzem aumentará e estes passarão a contribuir mais para a resposta à seleção.
> Existe, portanto, a teoria de que, no início da seleção, a resposta é devida à variância genética aditiva existente na população-base. A taxa de resposta vai diminuindo gradualmente à medida que esta variância diminui. Após talvez umas 20 gerações de seleção, a variância genética nova, originada pela contribuição dos genes mutantes, começa a contribuir para a resposta, que deverá decrescer mais lentamente. Após algum tempo, todos os genes segregantes na população-base terão sido fixados pela seleção ou pela consangüinidade conseqüente, e a nova resposta depende inteiramente das mutações que se acumularam durante a seleção. Portanto, desta maneira, a resposta irá continuar indefinidamente a uma taxa constante, e não se espera limite à seleção quando existe mutação.

Olá Mariângela! Muito interessante o assunto, e penso que a eficiência do progresso genético se deve ao grau de variação dos genes no rebanho. Quando num sistema de produção é feito o uso de material genético de um grupo apenas na seleção, há um comprometimento da eficiência econômica do mesmo. Isto devido a problemas de consangüinidade, os quais podem se agravar com o decorrer das gerações.
ResponderExcluirOi Mari, adorei tmb esse texto. É realmente difícil dizer até qdo é possível melhorar uma população, mas é fato que há correlações genéticas entre as características, mutações, entre outras alterações que desviam o objetivo de seleção para acrescentar ou para piorar a resposta à seleção que geram variabilidade genética. Por isso é importante não perder o foco diante do objetivo de seleção ao se tentar fixar uma característica de interesse.
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